| 1 - Sobre a Bolsa de Valores de São Paulo 1.1 - Gostaria de conhecer a BOVESPA. O que devo fazer? 1.2 - Onde encontro as publicações e folhetos da BOVESPA? 2.1 - O que são valores mobiliários? 2.2 - O que são ações? 2.3 - Quais são os tipos de ações? - Ordinárias (ON): que concedem o direito de voto nas assembléias da empresa; As ações preferenciais podem ainda ser diferenciadas por classes: A, B, C ou alguma outra letra que apareça após o "PN". As características de cada classe são estabelecidas pela empresa emissora da ação, em seu estatuto social. Essas diferenças variam de empresa para empresa, portanto, não é possível fazer uma definição geral das classes de ações. 2.4 - O que são as Corretoras? 2.5 - Como posso investir em ações? 2.6 - Qual o valor mínimo para começar a investir em ações?
2.8 - O que é Fundo de Garantia das Bolsas de Valores? 2.9 - O que é Home Broker? 2.10 - Como posso negociar ações via Internet? 2.11 - O que são dividendos? 2.12 - Como a empresa distribui os dividendos? 1. O pagamento de dividendos dos acionistas que detém ações no livro de registros da empresa é realizado diretamente pela empresa aos acionistas por meio de crédito em conta corrente ou disponibilizado no caixa do banco da empresa, mediante apresentação de documentos. Informe-se consultando sempre os comunicados emitidos pelas companhias listadas na ocasião da aprovação da distribuição dos dividendos. No site da BOVESPA, esta informação está disponível no menu Empresas, opção “Para Investidores” - clique em “Informações Relevantes”. 2.13 - O que é subscrição? 2.14 - O que é um Direito de Subscrição? É um direito de preferência do acionista de subscrever (adquirir) novas ações de uma companhia aberta, quando do aumento de capital desta, na proporção das ações que já possuir. Isso significa que é permitido ao acionista comprar novo lote de ações lançado pela empresa por um valor preestabelecido e em período determinado. Este direito pode ser negociado no mercado secundário da BOVESPA, o que permite ao acionista transferi-lo a terceiros. O acionista que não efetuar a subscrição no período estipulado perde seu direito e não tem restituição do valor pago antecipadamente pelos direito, já que esse papel deixa de existir, perdendo seu valor, após o período de subscrição. 2.15 - O que é um Recibo de Subscrição? 2.16 - O que é o After Market? 2.17 - Qual a diferença entre Mercado Primário e Mercado Secundário? 2.18 - O que é o Mercado Fracionário? 2.19 - Como as ações são negociadas? 2.20 - Como é formado o preço de uma ação? 2.21 - Existe um prazo mínimo para se ficar com uma ação? 2.22 - O que é day trade? 2.23 - O que é a liquidação das operações? 2.24 - O que significa a "Bolsa em alta" ou "Bolsa em baixa"? 2.25 - Como é determinado se uma ação está em alta ou em baixa? 2.26 - Como posso acompanhar o comportamento do mercado como um todo? 2.27 - O que é POP? Isso é obtido por meio da combinação da aplicação em ações com a aplicação em seus derivativos. Funciona da seguinte forma: o investidor define o nível de proteção desejado ao escolher em que série de POP vai investir. Se a ação cair, ele recebe o valor do capital protegido, cobrindo assim o risco correspondente à desvalorização. Em contrapartida, se a ação subir, o aplicador abre mão de uma parte do lucro obtido com a valorização do papel. Lembre-se que o valor do capital protegido que você escolheu pode ser menor que o valor que você investiu (o preço que você pagou pelo POP). Informações detalhadas podem ser obtidas clicando aqui. 3.1 - O que é um índice de ações? 3.2 - O que é carteira teórica? 3.3 - Qual é a finalidade de um índice de ações? 3.4 - Quem calcula os índices de ações? 3.5 - Quem usa os índices de ações? 3.6 - O que são "pontos" de um índice de ações? 3.7 - O que é quantidade da carteira teórica? 3.8 - O que é o Ibovespa? 3.9 - O que é o IBrX? 3.10 - Como são escolhidas as ações que participarão do índice? 3.11 - Uma vez escolhida, a carteira de ações do índice não muda mais? 3.12 - As companhias retiradas do índice devem ser consideradas um mau investimento? 3.13 - Que tipos de índices de ações existem? Índice de preços: indicador que considera apenas as variações dos preços das ações, ajustando as quantidades teóricas exclusivamente para proventos em ações. Outros proventos em dinheiro (ex. dividendos, direitos de subscrição, etc.) não são levados em consideração na apuração desse índice. 3.14 - O que é variação do índice? 3.15 - Como são calculados os índices ao longo do período de negociação? 3.16 - Como é calculado o índice médio? A BOVESPA calcula dois tipos de índices médios: o índice médio aritmético e o índice médio ponderado. · Índice médio aritmético: a cada 30 segundos, os índices são calculados usando os últimos preços das ações componentes registrados até o momento do cálculo ("índices instantâneos"). O índice médio aritmético é a soma de todos os índices instantâneos do dia dividida pelo número de índices calculados. · Índice médio ponderado: calculado utilizando-se os preços médios ponderados das ações componentes (volume financeiro da ação negociado no mercado à vista, lote-padrão, dividido pela quantidade de ações negociada no dia), após o fechamento do pregão. O cálculo do índice médio ponderado foi implantado pela BOVESPA para facilitar o acompanhamento dos investidores de fundos de ações, uma vez que a regulamentação dos mesmos exige que a valorização da carteira para cálculo da quota seja feita com os preços médios ponderados das ações. 3.17 - O que significa dizer que o índice "subiu" ou "caiu"? 3.18 - O que significa "Bolsa em alta"? E "Bolsa em baixa" ou "Bolsa estável"? 3.19 - A tendência de movimento dos índices de ações pode ser prevista com precisão? 3.20 - Como se mede o quanto um índice "subiu" ou "caiu"? 3.21 - O quanto um índice pode subir? 3.22 - O quanto um índice pode cair? interrupção de meia hora para uma queda de 10% no índice; Por fim, vale ressaltar que a BOVESPA assegura um período de 30 minutos de negociação contínua no final da sessão regular, de modo a possibilitar que compradores e vendedores ajustem suas posições. 3.23 - Os índices podem prever se o mercado irá subir ou cair? 3.24 - Os índices de ações representam o comportamento da economia do país? 4 - Mercado de Renda Fixa Privada 4.1 - O que são debêntures? 4.2 - O que são notas promissórias? 4.3 - Qual a diferença entre ações, debêntures e notas promissórias? 4.4 - O que é FIDC? 4.5 - O que é CRI? 4.6 - O que é Alienação Fiduciária? 5 - O que são os Fundos de Investimento Imobiliário (FII)? Onde consigo informações sobre eles? 6.1 - O que é uma Companhia Aberta? 6.2 - Por que as empresas abrem capital? 6.3 - Quais são as empresas listadas na BOVESPA? 6.4 - Onde encontro os demonstrativos financeiros (balanços) das empresas listadas na BOVESPA? 6.5 - Onde encontro as informações divulgadas pelas empresas, como Comunicados e Avisos? 6.6 - O que é o Novo Mercado? E os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa? Nível 1: práticas diferenciadas de governança corporativa, que contemplam basicamente regras de transparência e dispersão acionária; > Mais informações sobre o Novo Mercado - clique aqui.
7 - Investimentos Estrangeiros 7.1 - Quais são as opções de investimento disponíveis para o público estrangeiro? 7.2 - O que é preciso para um estrangeiro começar a investir?
7.4 - Onde posso obter mais detalhes sobre investimentos estrangeiros no Brasil? |
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
FAQ Bovespa
A importância do mercado de ações para o desenvolvimento da Economia e do País.
Torna-se mais evidente a cada dia a contribuição positiva do mercado de capitais e, especificamente, o destacado papel do mercado acionário para o desenvolvimento econômico.
A idéia de que o mercado acionário, notadamente nos países em desenvolvimento, envolveria apenas negociações na esfera financeira, desprovidas de qualquer impacto sobre o setor real da economia, mostrou-se definitivamente superada.
De acordo com estudos divulgados pelo Banco Mundial, foi encontrado um alto grau de correlação entre os indicadores dos mercados acionários e o crescimento médio verificado no período 1976-96.
A conclusão foi de que o mercado acionário não apenas seguiu o crescimento econômico, mas proporcionou os meios para prognosticar as taxas futuras de crescimento do capital, da produtividade e da renda per capita.
São inúmeras as contribuições a serem citadas:
- Ao carregar recursos dos poupadores e disponibilizá-los para o uso dos investidores, o mercado de ações incentiva não apenas a formação da poupança interna, mas, particularmente, a geração de poupança de longo prazo. É inegável a relação entre a formação de poupança com os processos de crescimento auto-sustentado e manutenção do desenvolvimento econômico.
- O mercado de ações, ao premiar, via maximização dos retornos, o uso eficiente dos recursos e o momento correto da tomada de decisão, torna o próprio mercado cada vez mais eficiente e esse efeito é transmitido aos demais setores da economia.
- Por sua vez, um mercado eficiente proporciona uma ampla gama de alternativas de financiamento, isoladamente ou pela combinação entre as diversas opções, reduzindo custos financeiros, o que contribui decisivamente para a saúde financeira das empresas, com conseqüente valorização do capital investido pelos acionistas.
- Um mercado acionário desenvolvido, com bom volume, liquidez e adequada regulamentação, facilita os negócios de mudança de controle/propriedade e privatização, o que tem contribuído para o aumento da produtividade econômica nos últimos anos, em nível global.
- A demanda por informações e demonstrações financeiras de qualidade, por parte do mercado acionário, é um fator que estimula a cultura empresarial e do público geral, com frutos para toda a atividade econômica.
- O mercado acionário reflete a opinião dos principais agentes sobre a conjuntura econômica doméstica e internacional e suas perspectivas, constituindo-se também em importante formador de opinião. Assim, os diagnósticos e recomendações originadas desse mercado são elementos que os condutores da política econômica costumam considerar na tomada de decisões.
- Finalmente, cabe destacar o papel fundamental de um mercado de ações eficiente e desenvolvido para atrair, maximizar e consolidar a presença e permanência do capital externo.
Bem-estar social e o Mercado de Ações
O bom funcionamento do mercado acionário, particularmente nos chamados países em desenvolvimento, traz à nação contribuições além de novos recursos para as empresas.
Investimentos através do mercado acionário geram novos empregos e a expansão do setor privado.
Isso possibilita a reorientação dos recursos do setor público para as camadas e setores menos favorecidos.
Outro aspecto no qual é relevante a participação do mercado acionário hoje é a reforma previdenciária. Nos mais diversos países, a previdência pública entrou em crise e a solução tem sido substituí-la ou complementá-la com a previdência privada.
Esse ganho em termos de bem-estar social reflete melhorias nos modelos de arrecadação e remuneração, na eficiência de gestão e na qualidade dos ativos que compõem os fundos de previdência, onde particularmente se destaca o crescimento das aplicações em ações.
Mercado de ações: Fundamentos e definições
Introdução
Quanto mais desenvolvida é uma economia, mais ativo é o seu mercado de capitais, o que se traduz em mais oportunidades para as pessoas, empresas e instituições aplicarem suas poupanças.
Ao abrir seu capital, uma empresa encontra uma fonte de captação de recursos financeiros permanentes. A plena abertura de capital acontece quando a empresa lança suas ações ao público, ou seja, emite ações e as negocia nas bolsas de valores.
E você, ao adquirir ações, passa a ser também sócio da empresa - um acionista.
O que é uma Companhia Aberta?
Uma companhia é considerada aberta quando promove a colocação de valores mobiliários em bolsas de valores ou no mercado de balcão.
São considerados valores mobiliários: ações, bônus de subscrição, debêntures, partes beneficiárias e notas promissórias para distribuição pública.
Ações: títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa.
Bônus de subscrição: títulos nominativos negociáveis que conferem ao seu proprietário o direito de subscrever ações do capital social da companhia emissora, nas condições previamente definidas.
Debêntures: títulos nominativos negociáveis representativos de dívida de médio/longo prazos contraída pela companhia perante o credor, neste caso chamado debenturista.
Outros títulos menos usuais: partes beneficiárias e notas promissórias para distribuição pública com ampla divulgação.
As operações de abertura de capital precisam ter autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o órgão fiscalizador do mercado de capitais brasileiro, o qual também registra e autoriza a emissão dos valores mobiliários para distribuição pública.
As companhias abertas devem atender a diversos requisitos, definidos na Lei das S.As. e nas regulamentações da CVM, com o objetivo de garantir a confiabilidade das informações e demonstrações financeiras divulgadas. O mercado considera que a plena abertura de capital ocorre quando há o lançamento de ações ao público, em função das transformações impostas à empresa e pelo incremento no volume de negócios com seus títulos.
O que são Ações?
Ações são títulos nominativos negociáveis que representam, para quem as possui, uma fração do capital social de uma empresa. Ação é um pedacinho de uma empresa.
Com um ou mais pedacinhos da empresa, você se torna sócio dela.
Quais são os tipos de ação?
As ações podem ser:
- ordinárias, que concedem àqueles que as possuem o poder de voto nas assembléias deliberativas da companhia; ou
- preferenciais, que oferecem preferência na distribuição de resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia, não concedendo o direito de voto, ou restringindo-o.
As ações, ordinárias ou preferenciais, são sempre nominativas, originando-se do fato a notação ON ou PN depois do nome da empresa.
As ações também podem ser diferenciadas por classes: A, B, C ou alguma outra letra que apareça após o "ON" ou o "PN". As características de cada classe são estabelecidas pela empresa emissora da ação, em seu estatuto social. Essas diferenças variam de empresa para empresa, portanto, não é possível fazer uma definição geral das classes de ações.
O que são dividendos?
Os dividendos correspondem à parcela de lucro líquido distribuída aos acionistas, na proporção da quantidade de ações detida, ao fim de cada exercício social. A companhia deve distribuir, no mínimo, 25% de seu lucro líquido ajustado.
Quando uma empresa vai bem, ela divide os lucros com quem tem suas ações.
Isso são dividendos.
E bonificações?
As bonificações correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas. Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em dinheiro.
Como funcionam as subscrições de novas ações?
Os acionistas têm ainda preferência na compra de novas ações emitidas ou direito de preferência na subscrição. Além de garantir a possibilidade de manter a mesma participação no capital total, esse direito pode significar ganho adicional, dependendo das condições do lançamento. Por fim, se não exercido, o direito pode ser vendido a terceiros.
Os Mercados Primário e Secundário
Você sempre ouve falar em Mercado Primário e Secundário. O que significa?
O Mercado Primário compreende o lançamento de novas ações no mercado, com aporte de recursos à companhia.
Uma vez ocorrendo o lançamento inicial ao mercado, as ações passam a ser negociadas no Mercado Secundário, que compreende as bolsas de valores e os mercados de balcão (mercados onde são negociadas ações e outros ativos, geralmente de empresas de menor porte e não sujeitas aos procedimentos especiais de negociação).
Operações como a colocação inicial, junto ao público, de grande lote de ações detido por um acionista podem caracterizar operações de abertura de capital, exigindo registro na CVM. Apesar da semelhança com o mercado primário, os recursos captados vão para o acionista vendedor (e não para a companhia), determinando, portanto, uma distribuição no Mercado Secundário.
O que são Bolsas de Valores?
São locais que oferecem condições e sistemas necessários para a realização de negociação de compra e venda de títulos e valores mobiliários de forma transparente. Além disso tem atividade de auto-regulação que visa preservar elevados padrões éticos de negociação, e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e detalhes.
O que são Corretoras de Valores?
São instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Somente as corretoras estão habilitadas a executar operações de compra e venda de ações ou de derivativos na BOVESPA.
Há várias Corretoras aptas a negociarem em nome de seus clientes na BOVESPA.
Elas podem ajudar você a escolher as melhores opções de investimento, de acordo com o seu perfil, já que elas contam com profissionais especializados em análise de mercado, de setores da economia e de companhias. Por acompanharem o mercado o tempo todo, avaliando os principais acontecimentos, as empresas que estão progredindo e os fatores que podem gerar mudanças de cenário, as Corretoras prestam um serviço essencial aos investidores.
Corretora de Valores é a instituição que compra e vende ações para você.
Quem são os Investidores?
São indivíduos ou instituições que aplicam recursos em busca de ganhos a médio e longo prazos, que operam nas Bolsas por meio de Corretoras e distribuidoras de valores, as quais executam suas ordens e recebem corretagens pelo seu serviço.
Investidores são os clientes das Corretoras.
Mercados a Vista e de Derivativos
As operações na Bolsa podem ser efetuadas nos seguintes mercados:
- a Vista, no qual compradores e vendedores estabelecem um preço para um lote de ações a ser entregue e pago no prazo determinado, atualmente D+3;
- a Termo, no qual as partes fixam um preço para a liquidação físico-financeira da ação em prazo futuro determinado;
- de Opções de compra ou venda, no qual as partes negociam o direito de comprar/vender a ação a preço e prazo futuro determinados; e
- Futuro, no qual ocorre a compra ou venda de ação a um preço acordado entre as partes para liquidação em data futura específica.
Como escolher uma Ação
As ações com o objetivo de obter ganho(s) a médio e longo prazos, em oposição a resultados imediatos, podem ser divididas em:
- "blue chips" ou de 1ª linha - são ações de grande liquidez (grande quantidade de negócios) e procura no mercado de ações por parte dos investidores, em geral de empresas tradicionais, de grande porte/âmbito nacional e excelente reputação;
- de 2ª linha - são ações um pouco menos líquidas, de empresas de boa qualidade, em geral de grande e médio portes;
- de 3ª linha - são ações com pouca liquidez, em geral de companhias de médio e pequeno portes (porém, não necessariamente de menor qualidade), cuja negociação caracteriza-se pela descontinuidade;
A Dinâmica das Operações em Bolsa
Execução
O intermediário financeiro (Corretora) dispõe de profissionais especializados, capacitados a dar orientações sobre investimentos, receber ordens dos investidores e transmiti-las aos operadores qualificados por ele que têm acesso ao sistema de negociação das Bolsas.
Existe ainda a possibilidade do investidor dar sua ordem de compra ou venda de uma ação, via Internet, usando o site de sua Corretora (Home Broker). Nesse caso, o investidor estará enviando sua ordem diretamente ao sistema da Bolsa.
Liquidação
Executada a ordem de compra/venda de uma ação, ocorre a liquidação física e financeira, processo pelo qual se dá a transferência da propriedade dos títulos e o pagamento/recebimento do montante financeiro envolvido, dentro do calendário específico estabelecido pela Bolsa para cada mercado.
No mercado a vista, vigora o seguinte fluxo de liquidação:
D+0 - dia da operação;
D+1 - prazo para os intermediários financeiros (Corretoras) especificarem as operações por eles executadas junto à Bolsa;
D+2 - entrega e bloqueio dos títulos para liquidação física da operação, caso ainda não estejam na custódia da CBLC;
D+3 - liquidação física e financeira da operação.
A liquidação é realizada por empresas de compensação e liquidação de negócios, que podem ser ligadas à Bolsa ou independentes.
A BOVESPA utiliza a CBLC - Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia para liquidar as operações realizadas em seus mercados.
As Corretoras da BOVESPA e outras instituições financeiras são os Agentes de Compensação da CBLC, responsáveis pela boa liquidação das operações que executam para si ou para seus clientes.
Confira os indicadores e os eventos corporativos previstos para quarta-feira
Por: Equipe InfoMoney
06/02/08 - 07h41
InfoMoney
Sem indicadores no cenário doméstico, apenas dados externos são aguardados. E em termos de ofertas públicas de ações, a agenda não registra ocorrências.
No âmbito externo, o MBA Purchase Applications, indicador semanal de empréstimos imobiliários, deve dar início à agenda, com divulgação programada para as 10h00. Logo após, às 11h30, deve ser anunciada a produtividade da mão-de-obra norte-americana no quarto trimestre de 2007, medida pelo Productivity & Costs.
Vale lembrar que a agenda reserva ainda o relatório semanal dos Estoques de Petróleo dos EUA, programado para as 13h30.
Confira os indicadores externos
| Indicadores brasileiros | Horário de Brasília | Referência | Anterior | Expectativa |
| MBA Purchase Applications(EUA) | 10h00 | Semanal | - | - |
| Productivity & Costs (Prel) (EUA) | 11h30 | 4º trimestre | 6,3% | 2% |
| Estoques de Petróleo (EUA) | 13h00 | Semanal | - | - |
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Federal Reserve volta a cortar juros e taxa cai para 3%
da Folha Online
Pouco mais de uma semana depois de realizar o primeiro corte de juros de 2008 --fora de um encontro regular, o que não ocorria desde os atentados contra o World Trade Center, em setembro de 2001--, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) reduziu nesta quarta-feira sua taxa mais uma vez. O corte de hoje foi de 0,50 ponto percentual, e a taxa recuou para 3% ao ano.
Mesmo alegando ainda ter preocupações com pressões inflacionárias, o banco tem realizado os cortes em suas últimas reuniões como forma de estimular consumidores do país a continuar comprando, e empresas a continuar tomando empréstimos e financiando investimentos. Tudo para evitar uma desaceleração ainda maior da economia norte-americana --e uma eventual recessão.
| Arte Folha/Federal Reserve | ||
| Juros nos EUA |
Como mostrou mais cedo o Departamento de Comércio, dos 4,9% de crescimento no terceiro trimestre do ano passado, a economia americana recuou para uma expansão de apenas 0,6%. Os indicadores econômicos do país já vinham, de certo modo, prenunciando o dado divulgado hoje: um dos mais significativos foi a criação de 18 mil empregos no mês passado (número mais baixo desde agosto de 2003). A taxa de desemprego, por sua vez, subiu de 4,7% para 5% (maior desde novembro de 2005).
Outro indicador que foi causa de preocupação sobre o desempenho da economia americana foi a queda de 0,4% nas vendas no varejo no mês passado --principalmente considerando-se que em novembro havia sido registrada uma alta de 1% (que, por sua vez, também é menor que o 1,2% visto na estimativa inicial).
Dados sobre consumo são acompanhados pelo Fed e por analistas e investidores com cuidado, já que ele responde por cerca de 70% de toda a atividade econômica dos EUA.
O presidente George W. Bush, em seu discurso sobre o Estado da União, pronunciado nesta segunda-feira, reconheceu que a economia dos EUA passa atualmente por um "momento de incerteza", que tem em sua raiz a crise do mercado imobiliário americano.
Após o período de 2001 a 2005, em que os preços dos imóveis residenciais no país tiveram um forte aumento, as altas de juros efetuadas pelo Fed até então (enquanto estava em sua presidência Alan Greenspan, que se aposentou em 2006) começaram a afetar as vendas de casas e os pagamentos de hipotecas.
A inadimplência nas hipotecas do segmento chamado de "subprime" (que reúne clientes com histórico de problemas com crédito) finalmente chegou a níveis críticos e deu origem à atual crise nos mercados de crédito de um modo geral.
A fim de impedir que essa crise leve a economia dos EUA a uma recessão, o governo e o Fed vêm buscando uma solução conjunta. O Fed através dos cortes de sua taxa --no ano passado foram três cortes consecutivos, em setembro (0,50 ponto percentual), outubro (0,25 ponto percentual) e dezembro (0,25 ponto percentual)--, e o governo com um pacote de alívio fiscal.
A Câmara de Representantes dos EUA (equivalente à Câmara dos Deputados) aprovou ontem o pacote, de US$ 146 bilhões, proposto por Bush. A medida, no entanto, ainda tem de obter aprovação no Senado (que, no entanto, tem uma agenda própria).
Pelo acordo aprovado, famílias com filhos devem receber outro desconto de US$ 300 por criança --nessa modalidade, o benefício seria limitado a um teto de US$ 1.200. Os descontos beneficiariam pessoas que ganham até um determinado nível salarial (o limite deve beneficiar indivíduos com renda bruta de até US$ 75 mil anuais ou casais com renda conjunta anual bruta de até US$ 150 mil).
Para empresas, de imediato seria permitida uma dedução de 50% nos impostos sobre as compras de unidades de produção e outros bens de capital. Além disso, as pequenas empresas terão mais facilidades em deduzir despesas de suas declarações e as que vêm registrando perdas conseguiram restituições sobre impostos já pagos.
Perspectiva
O FMI (Fundo Monetário Internacional) informou ontem que, mesmo com a perspectiva de que a desaceleração econômica nos EUA reduza o ritmo de crescimento mundial, o paíse deve conseguir evitar uma recessão.
Para 2008, a expectativa do Fundo é que a economia dos EUA cresça 1,5%, abaixo dos 2,2% de crescimento estimados para 2007. Em outubro do ano passado, o Fundo havia divulgado uma expectativa de crescimento de 1,9% para os EUA em 2008.
Leia mais
- Economia dos EUA frustra previsões e cresce 0,6% no quarto trimestre
- Risco de recessão nos EUA é de ao menos 50%, diz Greenspan
- Pedidos de bens duráveis nos EUA crescem 5,2% em dezembro
- Preços de casas nos EUA caem 8,4% em novembro
- Imobiliária Countrywide, a maior dos EUA, registra prejuízo de US$ 704 milhões
- FMI prevê desaceleração na economia global, mas descarta recessão nos EUA
- Veja 80 livros de R$ 1,99 a R$ 9,90; lista traz viagens, carreira, arte, esportes e curiosidades
Especial
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Palavra do momento: Volatilidade
24/01/2008 - 13h08
Bovespa opera em forte alta após plano de socorro a seguradoras nos EUA
Em São Paulo
Por volta das 13h, o Ibovespa, principal indicador do mercado de ações, avançava 4,89%, aos 56.885 pontos (acompanhe gráfico da Bolsa com atualização constante).
O dólar, ao contrário, estava em baixa. No mesmo horário, a moeda norte-americana caía 2,19% e era vendida a R$ 1,785 (veja quadro com a cotação do dólar).
Quadro mostra perdas e ganhos da Bovespa acumulados nos últimos meses. Veja aqui |
O plano do governo americano foi anunciado na noite de quarta-feira (22), depois do fechamento dos negócios da Bolsa brasileira. Mas os principais índices da Bolsa de Valores de Nova York ainda funcionavam e acabaram encerrando em alta de mais de 2% cada.
Volatilidade
O medo de uma recessão nos Estados Unidos tem imposto volatilidade aos mercados financeiros globais desde o início do ano. Nesta semana, particularmente, as oscilações foram mais intensas. Na segunda-feira, a Bovespa caiu 6,6%; na terça, subiu 4,45%, com a redução forte e inesperada do juro básico americano (de 4,25% ao ano para 3,5%); na quarta, a Bolsa brasileira caiu mais 3,32%.
"Estamos à mercê dos mercados externos. Aqui só nos resta a cautela", disse Francisco Carvalho, gerente de câmbio da Corretora Liquidez, acrescentando que o mercado reage pontualmente a toda notícia que vem de fora que possa ajudar a avaliar os riscos de uma possível recessão.
"Hoje temos a reação do plano de ajuda das seguradoras e o PIB da China, que está muito forte", disse o gerente, lembrando que qualquer notícia pode mudar o cenário. "Não tem jeito, a palavra do dia e dos próximos meses é volatilidade."
Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, ressaltou que o alto diferencial de juros a favor do Brasil, realçado pelo forte corte da taxa do Federal Reserve, "além da expectativa de continuidade das exportações das commodities devem continuar neutralizando parte das eventuais pressões de alta do dólar ante o real".